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Foto: Raul Garré

Gente, esses dias eu conheci um dos lugares mais incríveis que eu já fui em toda a minha vida e preciso dividir essa experiência com vocês. Esse lugar é o Madre Mia, um resto-arte, como ele se define, que fica em Pelotas, no Sul do estado. Mas vocês devem estar pensando: “o que é um resto-arte?”; eu também me perguntava, até entrar no Madre.

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Foi até meio engraçado, porque a princípio eu e o “namorido” convidamos uns amigos de Porto Alegre pra jantar no restaurante de um amigo em Pelotas, que nós ainda não conhecíamos, e chegando lá tivemos uma baita surpresa. O lugar não tem nada a ver com nenhum restaurante que já fomos(nem aqui no Brasil, nem fora), parece uma galeria de arte, supermoderna e descolada, com um clima descontraído, uma iluminação e espaços aconchegantes e um pessoal tri estiloso e simpático.

Têm ambientes para todos os gostos, abertos, fechados, mais reservados, para grupos, pra quem tiver afim só de um happy hour, pra quem quiser sentar e jantar ou até pra quem quiser só petiscar batendo um papo com a galera.

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Que o Madre vai muito além da gastronomia vocês já devem ter percebido, né? Pois é, por lá, rolam saraus, pocket shows, mostras de arte, exposições fotográficas, venda de artigos de arte, objetos, livros e roupas, tudo com uma proposta que busca explorar todos os nossos sentidos, não só o paladar. É de encher os olhos, e a pança também! kkkkkkkkkk

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Eu fiquei fascinada já na entrada, tanto que quase cheguei a esquecer que tinha ido lá pra comer, com tantas obras incríveis, feitas por diferentes artistas que criam uma harmonia linda com o mobiliário, a decoração e a música. O lugar é pura ousadia e tem uma energia muito boa!

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Mas não posso deixar de falar da outra parte do resto-arte que me levou até lá primeiramente, a gastronomia, essa, tão incrível quanto a já citada. Como o conceito do Madre Mia é a fusão latina, o menu mescla ingredientes e técnicas de diferentes lugares, criando receitas diferenciadas e deliciosas a partir de pratos tipicamente conhecidos de países da América Latina.

Nós fomos à noite, então pegamos o menu a la carte, que contava com diversas opções de pizzas(estilos as uruguaias), burgers e tapas. O cardápio do Madre é sazonal, ou seja, muda algumas vezes durante o ano e prioriza ingredientes não industrializados e a produção artesanal. E, além do jantar, o restaurante funciona com buffet latino a quilo no almoço e “café da tarde”, com diversas opções de tortas, doces e salgados. Todos os pratos vêm com uma apresentação impecável.

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Outro ponto muito positivo que me chamou a atenção no Madre foi o atendimento, atencioso, rápido e excelente. Aliás, se tu estiveres na dúvida do que me pedir no Madre, pode perguntar ao garçom que a dica será certeira.

Eu e os guris fomos de pizzas, cada um optou por um recheio diferente, mas todas incrivelmente saborosas e crocantes. A minha amiga foi de Burger, megasuculento e delicioso, que veio acompanhado de batatas fritas e catchup de banana feito lá mesmo(muito bom!). ED de sobremesa, a escolha foi uma das minhas maiores perdições: churros, com doce de leite uruguaio. Salivei só de lembrar!

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Pra beber, a opção mais tradicional do Madre é a sangria, mas dessa vez as gurias foram de caipirinha de maracujá, que estava perfeita, e os guris foram de cerveja artesanal, outro forte de lá.

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Como eu citei no início do post, o Madre Mia é de um amigo meu, na verdade de um irmão de coração, o Jorge Curi(Jorginho, pra mim). Mas o Jorginho não é só sócio não, ele é o chef do restaurante, quem cria todas essas receitas espetaculares e quem está sempre viajando, estudando e buscando novas inspirações pra fazer com que o que seria uma simples ida a um restaurante se torne uma experiência inesquecível.

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Foto: Rita Martins

E foi sobre essa proposta inovadora, que está cada vez bombando mais, que eu conversei com o Jorginho. Aqui ele me conta alguns ingredientes dessa receita de sucesso, confiram:

– O Madre Mia vai muito além da gastronomia, preocupando-se em misturar arte, música e cultura de forma harmônica ao ambiente. Como surgiu essa proposta?

Surgiu de oferecer toda uma experiência, pois acreditamos que estimular os sentidos é alimentar a alma.

– O impacto visual e sensorial que a decoração, a iluminação e o espaço causam é encantador. Como causar essa impressão com os pratos também?

Na verdade está tudo interligado, os pratos não seriam os mesmos se fossem servidos em outro lugar.

– Notei que mesmo sendo um menu “simples” (com pizzas e sanduíches), cada prato tem um ingrediente ou um sabor inusitado. Da onde vêm as inspirações para criá-los?

Já tivemos algumas fases, gostamos da mudança, este sexto menu veio com uma ideia simplificada para viabilizar outros projetos. A inspiraçao vem de experiências e lembranças que não envolvam somente comida e cozinha mas artes, música, infância,viagens e o mar, nossa terra.  Sempre valorizando nossos ingredientes e produtos regionais, tentando mostrá-los para o mundo.

– Como foi aceita pelo público a proposta de um restaurante ser ao mesmo tempo uma galeria de arte, um bar e um espaço cultural?

Acreditamos que muito boa. As pessoas buscam experiências, nao somente um local para alimentar o corpo.

– Como acontece a escolha das exposições? Elas mudam junto com o cardápio?

Fazem parte do nosso projeto de arte, chamado de Mucha Arte. Acontecem através de uma curadoria onde procuramos mostrar a evolução da produção criativa da cidade, do estado, do Brasil e do mundo latino. Mudam com a mesma frequência que o cardápio, 2 vezes ao ano.

– O que move o Madre Mia?

A mudança. Gostamos do novo, de propor uma nova visão sobre as coisas.

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Quem não for do Sul do estado, #ficaadica, vale a ida até Pelotas só pra conhecer esse lugar que encanta não só pela comida, mas por todos os detalhes!